Caminhada em Defesa das Mulheres convocada por Carla Morando reúne população contra a violência em São Bernardo

In ABCD, Canto do Joca On
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Mobilização na Barão de Mauá pediu, em primeiro lugar, mudanças concretas, fortalecimento da rede de proteção e o fim da naturalização da violência contra mulheres

Representantes da sociedade civil, líderes políticos e moradores participaram neste domingo (1º.03), acima de tudo, da Caminhada em Defesa das Mulheres, em São Bernardo.

A concentração começou pouco depois das 10h, na Avenida Barão de Mauá, em frente ao Hotel Pampas.

A mobilização foi organizada, por exemplo, diante do aumento dos casos de feminicídio e da preocupação da sociedade com a violência contra mulheres.

Manifestantes destacaram a necessidade de interromper a naturalização da violência e defender medidas concretas para proteção das vítimas.

Entre as principais pautas levantadas estiveram, em resumo, o endurecimento das leis, o cumprimento rigoroso das medidas protetivas e o fortalecimento da rede de apoio e prevenção.

Os organizadores ressaltaram, além disso, a importância de ações que atuem antes da ocorrência de tragédias, garantindo que o sistema de proteção funcione de forma efetiva.

O movimento surgiu de forma coletiva após a repercussão do feminicídio de Cibele Alves, 22 anos, em uma loja da Vivara no shopping Golden Square, em São Bernardo, na quarta-feira (25).

A jovem foi morta a facada pelo ex-namorado, Cássio Henrique da Silva, de 25 anos, que não aceitava o fim do relacionamento.

A deputada estadual Carla Morando aderiu à iniciativa e participou do ato.

Durante o evento, ela destacou ações de seu mandato voltadas à proteção das mulheres.

“Não aguentamos mais”

“Nós, mulheres, não aguentamos mais. As leis precisam mudar — e precisam ser cumpridas. Nosso mandato tem trabalho concreto nessa área: Hospital da Mulher fortalecido, Delegacia de Defesa da Mulher ampliada e, em breve, 24 horas; Casa da Mulher Paulista viabilizada; 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica implantada; e pedido formal para a 2ª Vara já realizado”, afirmou, em suma.

A parlamentar ressaltou ainda a atuação na Assembleia Legislativa.

“Apresentamos o PL 127/2026, que prevê o monitoramento eletrônico do agressor com tornozeleira e integração com as forças de segurança; a comunicação obrigatória à vítima sobre a soltura do agressor; o ressarcimento ao SUS pelos atendimentos prestados à vítima; e a política de prevenção à reincidência”, destacou.

A presença de participantes ao longo do trajeto reforçou a demanda por políticas públicas mais eficazes e maior engajamento da sociedade no enfrentamento à violência contra mulheres.

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