Greve na TVT: trabalhadores cruzam os braços e cobram abertura de uma verdadeira negociação

In ABCD, Canto do Joca, Sindical On
- Updated
Fotos do Boletim do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo

Por direitos, jornalistas e radialistas da TV dos Trabalhadores paralisaram trabalhos exigindo, em primeiro lugar, efetiva negociação com emissora ligada a sindicatos da CUT

Jornalistas e radialistas da TVT (TV dos Trabalhadores) paralisaram os trabalhos nesta sexta-feira (06.02), acima de tudo, em mobilização de duração de um dia.

A emissora é concessão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e também é mantida, além disso, pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Na manhã desta sexta-feira, protesto reuniu, por exemplo, dezenas de jornalistas e radialistas da emissora em frente à redação, na Avenida Paulista.

O Jornal da Manhã foi ao ar em estúdio fora da TV, e a greve foi informada no ar, em suma, pelos apresentadores.

Os grevistas questionam o gasto que a TVT teve para contratar estúdio terceirizado e outros trabalhadores durante a greve para substituir mão de obra.

Negociações travadas

Os sindicatos estão, por exemplo, desde 2 de outubro em campanha salarial, mas as negociações seguem travadas pela intransigência da direção da TVT.

Os trabalhadores mantêm suas reivindicações, da mesma forma, em torno de pontos essenciais para a renovação do acordo coletivo de trabalho:

  • Garantia do benefício do Vale-Refeição no valor de R$ 35 durante o período de férias;
  • Estabilidade para um representante dos trabalhadores na empresa.

Girrana Rodrigues, jornalista da TVT e dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo afirma que a representação precisa ter garantias para levar as pautas à direção com autonomia: “Em uma empresa como a TVT, uma fundação pública que também está apta, por exemplo, a receber emendas parlamentares, um representante da empresa pode ajudar no acompanhamento da transparência, da segurança do trabalho e auxiliar nas questões que o representante sindical também cuida, como pontos do próprio Acordo Coletivo de Trabalho”. A dirigente sindical também declarou: “Abrimos mão de muitas coisas importantes ao longo do processo de negociação, mas essas duas pautas são fundamentais para nós. Os trabalhadores também precisam comer quando estão de férias”.

Na manifestação, na porta da emissora na Av. Paulista, o dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Alexandre Linares falou: “Seja um trabalhador bancário ou um trabalhador metalúrgico, tem direito a receber seu Vale-Refeição durante as férias. Por que os jornalistas e radialistas da TVT não devem receber o VR durante as férias? Estamos aqui para reivindicar um direito legítimo. E queremos o respeito à representação dos trabalhadores. Não custa nada reconhecer a estabilidade para um representante eleito no local de trabalho”.

Exigimos respeito à negociação coletiva

Na manifestação, diversos jornalistas e radialistas seguravam placas com suas pautas. Historicamente, na TVT os trabalhadores sempre puderam realizar suas assembleias nas dependências da emissora durante o horário de trabalho. Neste ano, após a realização da primeira assembleia da Campanha Salarial dentro da empresa, a direção da TVT passou a permitir que as reuniões ocorressem apenas fora do expediente. Os trabalhadores não se intimidaram e decidiram realizar as assembleias na porta da emissora, durante o horário de almoço.

Queremos negociação de verdade

Rafael Benaque, dirigente do Sindicato dos Jornalistas, explicou: “Os trabalhadores da TVT exigem uma negociação efetiva com a direção da emissora. Há muitos jornalistas profissionais contratados com outras funções, mas que exercem trabalho jornalístico e recebem salários inferiores. Uma TV que se apresenta como TV dos Trabalhadores, com origem sindical, nos obriga a fazer uma manifestação como esta. Queremos uma negociação séria e, na TV dos Trabalhadores, queremos todos os profissionais com seus direitos garantidos!”.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Thiago Tanji, usou o megafone para declarar o motivo do movimento paredista.

“Pedimos negociação e, até o momento, não houve diálogo efetivo. Nunca tínhamos feito uma paralisação. É muito importante que radialistas e jornalistas estejam juntos nesta mobilização. Há quatro ou cinco anos falávamos em paralisação, mas nunca a realizamos. Hoje, finalmente, estamos fazendo essa paralisação”, disse, em resumo.

Logo depois, Thiago submeteu à assembleia a proposta de continuidade da greve e a constituição de uma comissão de trabalhadores que, junto com os sindicatos, negociasse, em conclusão, com a direção da emissora.

*Reportagem com informações do Boletim SJSP


You may also read!

Marcelo Lima: “Em 12 meses São Bernardo terá Hospital Veterinário de verdade!”

Joaquim Alessi "O que existe até esse momento é uma clínica veterinária, não um hospital", ressalta, da mesma forma, o

Read More...

Gilvan amplia base, nomeia Eduardo Leite para o secretariado e promove ajustes estratégicos no primeiro escalão

O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, ampliou a base administrativa com a chegada do ex-vereador Eduardo Leite (PSB),

Read More...

Mulheres, a hora é agora. Chega de blábláblá.

Por Marli Gonçalves* Chega. A situação está descontrolada. Exigimos respeito e ações reais. Agredidas, mortas, violentadas, assediadas, torturadas, desrespeitadas e

Read More...

Leave a reply:

Your email address will not be published.

Mobile Sliding Menu