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Economia

07/11/2011 | Joaquim Alessi

Planejar e executar, as dicas do experiente consultor Jorge Guzo


Quem deve receber o maior mérito por um excelente resultado de um Plano Estratégico? O Planejador ou o Executor?


É natural, óbvio e justo que ambos devam receber o mérito de forma proporcional de acordo com a contribuição de cada um. Mas podemos indagar: Isso de fato acontece nas empresas?


Planejamento inicia-se na coleta de informações do mercado onde a empresa atua e pode atuar – são informações de concorrentes, fornecedores, novas tecnologias, economia local e externa e suas tendências, etc. Informações internas da empresa como principalmente recursos e competências são também fundamentais para o Plano Estratégico. Análises e estudos são realizados com as informações, e ações são definidas. Ferramentas com “SWOT” e “Cinco Forças de Porter” são utilizadas nessa fase, dentre outras.


No Planejamento também são definidos os responsáveis para cada ação e cada atividade com as respectivas metas e prazos. Ainda no Planejamento devera ser estabelecido o modelo de monitoramento das implantações das ações; isto é: “quem”, “quando” e “como” será feito o controle das ações do Plano Estratégico.


Em seguida a execução inicia-se, o monitoramento entra em cena no dia a dia da empresa. Relatórios são elaborados e distribuídos para os responsáveis. Para cada atividade bem sucedida o “reconhecimento” ao responsável é fundamental; para as atividades não tão bem sucedidas – ações corretivas são tomadas para se corrigir o desvio, e continua-se o controle até o fechamento do sucesso de todas as atividades das ações do Plano Estratégico.


Essa narrativa é um exemplo resumido de uma clássica implantação de um Plano Estratégico de sucesso. Quem tem experiência nisso sabe que as coisas não são tão simples e fáceis assim, não é mesmo?


O que de fato a estatística nos mostra? As empresas “bechmarking” e líder em seu ramo de atuação fazem da forma retratada acima, elas planejam com três a cinco anos de antecedência as ações que estão hoje em andamento. Enquanto as demais empresas, que são a maioria não possuem a cultura de “Planejar”, tomam as ações definidas pelo principal executivo ou pelos principais formadores de pinião da empresa.


Eis a pergunta: Por que a maioria das empresas não faz o Plano Estratégico de forma apropriada?


Seria porque não sabe da sua importância ou não quer porque acreditam que sempre fazem certo?


Nas empresas “benchmarking”, participam do Planejamento todos os níveis da empresa, o Executivo, Gerencial e Operacional de forma apropriada, isto é, cada um contribui naquilo que é da sua competência e na dosagem certa de agregação de valor ao processo. Idem na Execução: Parabéns, o mérito é de todos, sem exceção.


Jorge Guzo











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