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Esportes

13/06/2015 | Joaquim Alessi

Capita em quadra


William Carvalho da Silva, 60 anos, é sempre lembrado como o capitão da Seleção Brasileira de vôlei medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (EUA), em 1984. O levantador da geração de prata, e também o principal nome do poderoso time da Pirelli nos anos 80, hoje é técnico da equipe feminina de vôlei de São Bernardo e busca passar a experiência às atletas, principalmente com o foco voltado à manutenção do time na principal competição nacional da modalidade, a Superliga.

Futebol
Vencedor e reconhecido internacionalmente como um dos maiores jogadores de vôlei de todos os tempos, William lembra que a modalidade nem fazia parte de seus planos nos tempos de colégio. Na Educação Física, preferia o futebol. “Como todo brasileiro, eu só queria saber de jogar futebol, mas nas aulas de Educação Física o vôlei era um esporte obrigatório. Como tinha um bom toque, fui me destacando, e aos poucos me encontrando nesta modalidade.”

Destino
Em 1971, aos 16 anos, ele selou ou destino no vôlei quando passou a integrar o Juvenil da Pirelli, em Santo André. No ano seguinte, estava na Seleção Brasileira campeã do Sul-Americano Juvenil. “Passei por fases muito bacanas, como os primeiros jogos fora do Estado, e quando cheguei ao Juvenil já não queria saber mais do futebol. Estava totalmente ligado ao vôlei”, confessa.

Projeção
A projeção internacional do grande levantador, que não raras vezes usava os pés para salvar bolas importantes (era permitido) começou a se firmar com a hegemonia da Seleção no Sul-Americano na década de 70, com os títulos em 1972, 1973, 1975, 1977 e 1979. Ainda nesta década, obteve duas medalhas de prata nos Jogos Pan-Americanos do México, em 1975, e em San Juan, em 1979.

Prata
William foi o capitão do ouro no Pan de Caracas (1983), mas a consagração do vôlei brasileiro foi nas Olimpíadas de 1984 em Los Angeles. William, Renan, Bernard, Xandó, Montanaro, Amauri e Bernardinho faziam parte daquele time que trouxe para o Brasil a inédita medalha de prata no vôlei em uma Olimpíada, perdendo a final dos anfitriões por 3 sets a 0.

Desafios
O técnico destaca que hoje o desafio é dar às jovens atletas a preparação e segurança para obter bons resultados. “Tenho certeza de que elas darão o máximo. Mas um time ideal sempre tem três gerações, mesclando experiência e juventude. Estou muito motivado e sei que podemos ir longe. Temos desafios pela frente, e isso é importante, porque nos move. Quando não tivermos mais desafios, esta é a hora de parar. De minha parte, enquanto ainda sentir que tenho a oferecer, vou continuar trabalhando. É muito bom estar de volta.”










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